Esses tambores que não me deixam ir...
Eu vou de pé na terra até a aurora romper sua manhã,
Minha raiz está nela, nem que morra meu corpo
Eu fico de pé de flor de raiz de baque que nunca pára.
Caí do céu e da terra, a estrela cadente brilhante
Na minha coroa. A mirar com as asas abertas
Meu arco lança a flecha onde a luz me orienta dançar.
No meu peito descalço bate o colar, a semente
O fio cortante do coração na minha mão, o maracá.
Planto um sorriso de esperança com o canto de paz
Grito de guerra sem temer a sorte sou guerreiro da mata.
O poder no som da madeira quando pega fogo
Me entrego com força da gravidade na fogueira a rodar.
Minhs honra é a presença ancestral do universo inteiro
Pintado na minha pele reflete o dom de toda natureza
Desenho cósmico na nudez da minha alma espelho
Cristalino água aceito a vida recebendo sua dádiva
Da simplicidade e da harmonia faço minha casa.
