1.
Desavisadamente me apaixonei de novo
E meu coração doeu de cócegas
A lua foi testemunha
Do quando quis te dar um beijo
Hoje vou dormir com você
Por ter invadido meu peito
Quando nossos olhos se encontraram.
Não te chamei para dançar,
Quando percebi já estávamos dançando
Muito mais do que com nossos corpos juntos
Algo que palavras não caberiam dizer
Meu coração sorriu mudo
Perplexo com a presença sua
Sem saber o quanto ainda ficaria ali
Esperançoso de em breve te reencontrar
2.
Talvez esteja sendo antiquado
O amor não se gasta nem se contém
Ele se cultiva muito álém de qualquer rito
Ou acordo. Coloco uma ficha
Não sei jogar sendo um personagem
Fiquei sem graça quando passou a rodada
E chegou a minha vez. Percebi que é uma folha
Em branco onde se faz o poema
É um teatro sem paredes, um filme sem roteiro
Faço isso porque meu coração vibra
E minha barriga sente algo que eu não sei
Aquela vontade não passou
E não é só por vontade
Que eu ainda quero te dar um beijo
É pela natureza desse encontro que me dá a certeza
3.
Desta vez foram as estrelas novamente elas
Que dentre tantos corpos sinalizaram que você
É uma delas movendo-se no espaço tocando
A música que poucos ouvem verdadeiramente
Estamos em órbita. Quando nos aproximamos
As palavras vão embora e até é difícil olhar
Ainda que a vista procure ofusca a obviedade
E dos clichês e só resta a distancia
Não em coração e pensamento.
Queria rasgar o silêncio ouvir seu canto de estrela
Dançarina me cegar no recôndito de teu brilho
Presenciar com todo o meu ser a sua fonte
Acordar para o seu sonho e compartilha-lo
A descobri espelho que venta por todo os lados
Nos reconhecemos sem saber e isso assusta
