Supernova


Me vi mulher de vermelho
Carregando a passagem dos sonhos,
Quando em curvas, o olhar azul
Perfurou, direto ao meu peito.

Os corpos que caem do céu
Se contorcem na terra.
Ou simplesmente fluem pelos cabelos
Pescoço costas ombros braços mãos
cóccix ventre virilha bunda
Coxas joelhos batatas pés... dedos.
Os traços mais finos contendo
a perfeição do volume que inunda a vida,
lugar de vidas, como uma bola cheia
e cheia de espaco dentro, quanto fora,
que está respirando...
A beleza que um decote esconde
é o que revela e só por uma camada de pele,
O som do raio num trovão,
Grito de prazer lançado ao mar de poesia.
A estrela geme sua existencia
Intervalo difuso até desfazer—se, poeira...
Os olhos não vêem a grandeza
Nem a mais próxima iris...
cortam as distancias para voltarem a si.
Os passos são como dias circunscritos
Ao horizonte, batem as asas sem amanhã.
Amadurece a fruta que veio da flor,
A semente é testemunha,
O coração não tem contorno,
Se espalha em afetos,
explode feito criança...
Dá pra sentir o balanço!
é violeta !

Maduro


Agora sinto o quanto estive sozinho
Sempre apesar de não me lembrar tanto assim do sempre.
Isso considerando que eu estivesse ali.
Tampouco importa, se o que tenho é o agora
E que tampouco é meu
Mas eu é que não sou dele também..
 Somos eternos juntos em nossos Passos...
Pela respiração
 Do universo onde a mesma força
Que aglomera nos dispersa e
Direciona a nossa própria
 E verdadeira realidade, a meta
Última que é a primeira, amor
Puro e transcendental...
Agora realizo o Caminho