No contratempo do giro do mundo
planeta regente em oposição ao signo
uma melodia que revela o segredo
da trama que se conclui ao falar
dos olhos e o decifrar do sorriso
irresistível, sentindo o corpo
ao invés de esquecê-lo como de
costume, tantas vezes e ainda só
talvez, no entanto, sempre ou ainda
onde estiver de encontro ao fluxo
natural, seguir a intuição, o que
leva, rege, ou pelo menos sopra
de um jeito bem maior que o óbvio,
até difícil de dizer no meio da
abrangencia e precisão inerente
de se abrir à novas oitavas logo
apurando a visão e outra realidade
bem mais fina e primoroza que
mimetizada nesta, passa desapercebida
essa força, sutil e bruta, quase estranha
dependendo de como se interage,
e pensar que tudo aquilo (de fino)
está aqui enquanto lidamos com a
fisicalidade mais densa! que essas
dimensões convivem, e são tão diversas
na amplitude das qualidades
que abarcam, tão tão, diferentes...
e sentir tudo isso se abraçando
orgânico pelas possibilidades
e nelas atravessando como que
de repente mais profundo e infinito
incluindo e tocando a essência
que além dos opostos vive...
silêncio
Coisa que se tem muita
A noite em si faz perceber
E é necessário uma maneira de soltar
Um dos poucos momentos
Em que da para se sentir sozinho
Sem tantas influências externas
Na calada interior da própria voz
Os olhares que já penetraram
No corpo desprevenido de repente
Se tornam nítidos e claros amanhã
Talvez não se lembrem por ser hoje
O que não deixa de tornar importante
Ter sido diferente mas resignado
Por poder mudar o será e não o foi
Onde não fica mas também não vai
Asas abertas brincando com o vento
Como aprender sem rastejar dar conta
Para que a serpente se torne dragão
Espelindo o fogo da transcendência
Próximo que muitos podem não entender
Sem ver de longe também estão certos
Quem for ao contrário daqui a pouco
Já vai ser possível sair onde quiser
O ar é fresco fora e quanto mais em cima
Todos no fundo procuram o puro
E é necessário uma maneira de soltar
Um dos poucos momentos
Em que da para se sentir sozinho
Sem tantas influências externas
Na calada interior da própria voz
Os olhares que já penetraram
No corpo desprevenido de repente
Se tornam nítidos e claros amanhã
Talvez não se lembrem por ser hoje
O que não deixa de tornar importante
Ter sido diferente mas resignado
Por poder mudar o será e não o foi
Onde não fica mas também não vai
Asas abertas brincando com o vento
Como aprender sem rastejar dar conta
Para que a serpente se torne dragão
Espelindo o fogo da transcendência
Próximo que muitos podem não entender
Sem ver de longe também estão certos
Quem for ao contrário daqui a pouco
Já vai ser possível sair onde quiser
O ar é fresco fora e quanto mais em cima
Todos no fundo procuram o puro
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