Não tão claro nem
totalmente escuro...
quem são essas pessoas
que nem sabem ou será?
Estão todos sós e
iludidos juntos eu
também ou talvez
mais por saber
quem sabe menos...
vai saber...
Por que aqui?
Sem porquê.
Certa saudade
do possível,
do passado
e do futuro,
a imensidão...
O infinito entre nós
como o espaço
vazio que não existe
mas também
não é cheio...
Formas se encontram
desformes, pouco
a pouco fazendo
completamente
nada...
Muita coisa acontece
coisa e coisa
casos sem solução
que de dentro
pra fora fazem-se
destino...
Essência sem
precisar ser
acreditada...
Não há energia
obsoleta...
Mas latência...
o que geraria
o contato entre
corpos e o que
gera a ausência...
O amor de simplesmente
amar, livre
para num ver
estar dentro
do outro, da outra...
Só na presença
beijo e trepo
no mundo inteiro...
Não há escapatória,
se ries, goze
o riso que faça
deixar de ser
parte tornando inteiro,
transpareça
entre o desenho
e a palavra, letra
gemido cortando
o ar, sensação
cheiro que faz
o coração bater
forte... a mente
se apaga e só
há a vontade...
Assim... está tudo bem...
a vida acontece
até no não acontecer.
Uma página sendo
completa graças
ao que nela não está...
ou em mim.
A Passar
Que realidade queres ver
estranha sob a luz de postes
numa van tocando
um relâmpago...
Meio onde está,
redondamente na ilusão
da distância das ondas,
do que veio e do que vai...
Quantos cantos, passarinho
melodias coroadas no peito.
Ergue a manhã clara,
e o voo é de se sentir
limpa a liberdade...
Roda a ciranda, pedras
brilhantes dão luz ao chão
onde o tempo corre,
a arte flutua no ar...
Perfeita desordem, lei de
que tudo há de se chocar...
Mesmo em um beijo
ou dança, explodindo num mar
de um fio de cima da montanha
ao infinito... de meus pés,
em cada célula ou não,
pés, mãos, dedos...
Criativos acontecimentos
que de repentemente
diversos soam
nos corpos sem órgãos
de espécies que mutuam...
Na origem sem elo
perdido que não seja
corrente de elos, energia
e sobretudo amor.
Embora haja tanto amor
no foda-se...
estranha sob a luz de postes
numa van tocando
um relâmpago...
Meio onde está,
redondamente na ilusão
da distância das ondas,
do que veio e do que vai...
Quantos cantos, passarinho
melodias coroadas no peito.
Ergue a manhã clara,
e o voo é de se sentir
limpa a liberdade...
Roda a ciranda, pedras
brilhantes dão luz ao chão
onde o tempo corre,
a arte flutua no ar...
Perfeita desordem, lei de
que tudo há de se chocar...
Mesmo em um beijo
ou dança, explodindo num mar
de um fio de cima da montanha
ao infinito... de meus pés,
em cada célula ou não,
pés, mãos, dedos...
Criativos acontecimentos
que de repentemente
diversos soam
nos corpos sem órgãos
de espécies que mutuam...
Na origem sem elo
perdido que não seja
corrente de elos, energia
e sobretudo amor.
Embora haja tanto amor
no foda-se...
Para enfim abrir os olhos
Ser música com o universo e aquela menina
como eu, na praia, solando melodias solitárias como
o próprio nome diz; palavras que tão diferentes
das notas não precisam de explicação.
Se retorna dia, seriam significados? Se o punho
de sangue, fechado e o circuito de também ser noite
em algum lado que sonha sob pálpebras silenciosas
soa em botão crisálido em tudo o que há de ser.
Silêncio que não é ausência de dor. Nem que seja
na angústia de em sua contemplação ter de se quebrar.
Melhor seria a inquietude de não poder reproduzí-lo,
sim, com certeza. O porquê do choro ao acordar.
Um acaso a vida, não? Tão perfeita e impossível,
por tudo o que não se sabe por que é, se crê, beleza
como a possibilidade de existir. Força por cada poro
se abre em flor de íris que recebe e toca, abelhinha,
faz um zum e pronto.
como eu, na praia, solando melodias solitárias como
o próprio nome diz; palavras que tão diferentes
das notas não precisam de explicação.
Se retorna dia, seriam significados? Se o punho
de sangue, fechado e o circuito de também ser noite
em algum lado que sonha sob pálpebras silenciosas
soa em botão crisálido em tudo o que há de ser.
Silêncio que não é ausência de dor. Nem que seja
na angústia de em sua contemplação ter de se quebrar.
Melhor seria a inquietude de não poder reproduzí-lo,
sim, com certeza. O porquê do choro ao acordar.
Um acaso a vida, não? Tão perfeita e impossível,
por tudo o que não se sabe por que é, se crê, beleza
como a possibilidade de existir. Força por cada poro
se abre em flor de íris que recebe e toca, abelhinha,
faz um zum e pronto.
Assinar:
Postagens (Atom)
