manifesto

Silencio para curar
a ausência do que dizer...
Mostrar que há no peito
um bem te ver...

Talvez baste
mas ainda se põe em palavras
significados,

Poderia ser uma pedra
no caminho e apenas, só
no entanto é distância, cor

Ação, pura e simples
procriatividade
apesar da mídia, qual fio

desequilibrio, intenção
sensibilidade para se conectar
à rede e ao vazio

o que há de tão pequeno na
imensidão, absoluta entre nós,
o que há no verso onde o
poeta morto, vive entre nós,
o que une em parênteses o
entendimento, implícito entre nós,
o que entra num suspiro
e vai, embora entre nós...

A poesia está aqui, assim
em qualquer aqui, único...
Tudo que existe e não existe
por isso e assim por isso
entre nós...

Na Noite Rítmica

Amarga é a necessidade insaciável quanto ilusão...
Confortável é fazer sua parte, estar em seu lugar, ser...
Prestes a si, qual o seu nome e quem é você.

Recebo o presente luminoso de cores infinitas
que saltam e giram em torno.
Guardo e sou outro renascido na força que estou
e está sempre comigo.
Assumo o elo que sou da corrente que liga e passa
com tudo, a energia que vida eterna, Deus e Deusa,
Pai, Mãe, Filho, Irmão.
Eu e eu, um só coração com a Terra, Lua, Sol
mais outros corpos
a regir o grande organismo que pulsa o existir.
Não mais importa o efêmero
mais vale a constância, o espírito.

A poesia que está em todas as coisas
sobretudo...
No que se pode sentir
a força segura de passar adiante
com firmeza ser e cantar, surtir
o que coisa não
sem deixar de ser, o que é. Afirmação
que não precisa ser afirmada,
nem parece
tão funda pra dentro e pra fora
onde, estando, sendo.
- A benção.