Vinte e dois
Um portal se apresenta no caminho
agora, a partir em sentença de vida
poética, benção, com o orvalho sereno
dando sinal. Que verdadeiros, sempre,
quando houver de ser, que venha
e seja mesmo com tudo e com nada.
O amor não é um jogo de tabuleiros
com peões e dados que não são quem
joga. Mas como uma onda eterna
com várias dentro e fora interligando,
num movimento cósmico onde coisas
boiam e são levadas e se transformam.
Coisas que pensam que são ou não
mas, independentes, na perspectiva
de que são distintas, se tornam unas.
O tempo sucessão de acontecimentos,
pela música que acontece enquando
a existência dança, do menor ao maior
suspiro, desde a primeira inspiração,
pelo exalar do absoluto à palavra.
O que vem dos astros e o que vem dos
genes e o que vem do pó, floreia.
Só...
Alguma coisa
que você não sabe
é o que tenho.
Lembre-se disso,
pelo que não foi
até onde poderia
a alquimia nossa.
Feita com paciência
para sentir mais,
pra que durasse
o que foi mostrando
aos poucos, tudo
de um vez sem fim.
Pois desde a primeira
vista, o toque, a sensação
de que aconteceria
e por isso, tão sutil
que parece nunca ter
existido ou nunca deixado
de existir o que talvez
nunca seja revelado.
O mistério das coisas
de não haver nenhum
(para se entender, mas
para que se adentre
e se faça mistério com ele).
De resto, vou seguir
com lábios peregrinos
por onde o amor valer
e guiar novos encontros,
guardando no peito
aberto, pra quando chegar.
que você não sabe
é o que tenho.
Lembre-se disso,
pelo que não foi
até onde poderia
a alquimia nossa.
Feita com paciência
para sentir mais,
pra que durasse
o que foi mostrando
aos poucos, tudo
de um vez sem fim.
Pois desde a primeira
vista, o toque, a sensação
de que aconteceria
e por isso, tão sutil
que parece nunca ter
existido ou nunca deixado
de existir o que talvez
nunca seja revelado.
O mistério das coisas
de não haver nenhum
(para se entender, mas
para que se adentre
e se faça mistério com ele).
De resto, vou seguir
com lábios peregrinos
por onde o amor valer
e guiar novos encontros,
guardando no peito
aberto, pra quando chegar.
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