Férteis e Resplandescentes
Respeito as entidades
para usar as pedras
há de ter propósito
que todos tenham
de serem cristalinos
cuidar para ser cuidado
subindo a cachoeira
pisando firme
pular lá de cima
como golfinho
voar em liberdade
e num mundo de fadas
salvo dos perigos
acordar de amor
O Trovador
Sentado na janela do theatro
no centro, numa praça, num município.
Anima, atende o isqueiro, acende o celular,
telepata, sinésico peregrino, alvo-blue.
Flecha apontada verdejante, nativo da mata
estrela que rima com poeira, explosão!
Movimento de inspirar o espírito,
o que há de intuir, ser de fé
ao sair para encontrar o que espera.
Evoluir de dilemas, contemplar do sublime
participando enquanto nunca é o fim.
Redondo e esférico, um pipoco
que reside na íris, és o mundo
(o que não resta dele), quociente
poética de maravilhas experiências,
místico desvendar de mistérios.
O que permanece existindo inocente
primordial som amoroso, à fonte dessa brisa,
cor, calor, energia nas ondas dos tempos
pelo espaço sideral, se conhecendo no olhar de um
inteiro sentimento alado, no terceiro andar
a seguir...
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