Pout-Pourri
Guardião de mistérios, amuleto de conectividade expandida
memória do infinito, espelho do brilho amarelo azul infindável
redundâncias espiralares, o mítico...
vai vibrando... Curva de vento
no concreto observo carregando poeira e folhas,
quanto sou que não influencio cada vez mais contínuo...
No meio da rua, um ente assinala algo que meu terceiro
olho ainda não decifrou... apenas que é real, sim,
algo que quer me mostrar,
como as pintas gémeas constelando em minha pele.
Entro e a onda vem a mim em séries que cambalhoto por raios
colorindo... oh, profundo conciso...
suas asas que tangem...
quantas possibilidades... Numa trilha aberta pedala
de incenso na cabeça, com uma canela na orelha, cruzando
oitos, um cavalheiro a cantar segredos de um tempo eterno...
No dançar de pétalas, fios, rios, florestas,
movendo-se instrumentos, tocando-se pelado, o que passa
pelo fio da flauta, à abertura do contido,
na sublimação dos graus
é o ser livre.. para nem mais medir,
muito menos se importar...
o Círculo Fechado
Como falar de verdade
ser como sou... sentir
o gosto do sabor com
aroma e cor o sentir... sou?
como ser...como nos?
qual o conhecimento e
a sabedoria... a passar à...
quantos outros sentidos
além de qualquer um,
o inteiro das partes
no que está solto, certo
sou, somos, é tudo, nada,
de memórias perfeitas
a provir das estrelas, sós
A Porta Aberta
é preciso dormir para acordar e sonhar
não necessariamente nessa ordem
vivemos tudo ao mesmo tempo
no verso que não é só, infinitos
somos osso, pele e músculo
com ou sem gordura, tenho pouco,
mas antes muitos grandes átomos
e ainda antes pequena alma
sem tamanho quanto a pena
de não saber o formidável
o que é belo e está bom pra quem
o qual seria a resposta das crianças
queremos atingir o inalcançável
sentimos que é e é possível
ou a roupa que faz o personagem
seria hábito, fantasia, corpo
seria ser, vida, ou todos
estou falando do implícito
Não ao deprimente
O absurdo, o ridículo e o estúpido.
Nem o que quero nem o que quer.
Se uma bolha de estações fortes
chegasse pela varanda do meio.
Abrir o feche e entrar pra vez
fazendo seu destino estória.
Mais menos e menos mais,
é a unificação pra frente!
Se nada se tem se tudo se é
e ao contrário e ao também.
Quanto puder ir com calma,
se na coragem já não teme.
Se guiar do chamado luminoso
servido de amor espontâneo.
Por dar do que se é pra dar
por ser do que se é pra ser.
UÁ-HOU-HAI ! (brincadeira)
Assinar:
Postagens (Atom)
