CEP 19


No CEP 2000, 2000?
Não sei por que, não importa... até eu saber.
Mas desse evento experimental poético,
pelo menos dois seguido de quatro zeros,
universos se encaixam entre o silêncio-escuro
e a luz-verbo. Do palco de onde nada se vê, se fala
para quem de fora ouve qualquer alguma. coisa. palavra.
poema. som. que se vai - e se esvai som que sai -
que entra por algum lado... também de si, dos artesões,
da palavra cantada, encantada, fluidez que nunca acaba.
Lânguida prosa com ou sem ética, tanto faz, tanto, pelos egos que
se integram genialidade viva, por versos que se eternizam
e matam, quem sente, de lucidez, que simples passa....
Pois a rua convida a novas poesias
e até outro CEP há muita flor pra se inspirar.

Pedro Henrique da Paz

SideLu

A Piscina


Recipiente líquido, elemento plástico,
tudo integrado, matriz espontânea reagente,
natureza receptiva do "vazio",
expressão de afetos instantâneos,
reflexos: de cores, imagens e texturas,
anteparo de criatividade orgânica,
passiva, em branco infinito,
universos paralelos em questões
de perspectivas, matizes vivas,
preenchimento, a água bóia em si,
tempos que se encontram em movimentos
de ondas mecânicas e eletromagnéticas,
sem formas definidas, translucida,
superfície mágica, sem palavras.


Phd a Paz

Insights on the Night


Do escurinho mais gostoso,

afinal, só estou tornando
a vida poética...
do barulho estrondoso,
esse o ofício

que ouso ousar
escala oitava àcima !

e meu sorriso ainda é
grande demais para
sorrir toda vez...

os estimulantes
entusiásmicos
que me levam ao
me tirar, colocando

... percepções ...

Coisa coisa
que vibra
que flipa!

E Salve !

Curto o auge!

Elevante...
elevar e avante !


de crista em crista
e através de mim,
talvez nós, também
sejamos...

Desenhos
que transparecem
que seguem
errando acertos;


da arte com qualidade
de espiritualidade!

Maneiras de se libertar
e desentoar entoando
re²stímulos...


que não precisa ser de volta
mas acaba sendo, em não tendo...

Que agora?
Que longe?
Que daqui?

a contar poesia ...

O simples bem
mais simples do que
o complexo ...

pra onde a gente vai...

Replicar
pelo sou
de direito,
metamorfológico...

e...

Real.









O Gosto de Agosto

(ou O Mês 8, Morango, ou Simplesmente O Gozo Que Há)

Doce, há um algo de jeito doçura do beijo
no momento após o amor feito, carinho de fogo
macio num eterno vai e volta, subindo
crescendo, fundo no âmago do experimental
reinado mútuo inexprimível e ainda
concebível na existência da acidez
ao mesmo espaço enquanto o foco
ofegante sinestesia fantasticamente
de forma indocumentável
com o som do toque silencioso,
sussurro indizível de cheiro,
ao deitar-se deixar para tudo e esquecer
presenciando o show de fluidos em todos
os campos e pontos do exímio prazer
contemplativo, estado de
continuar, permanentemente esotérico e lúdico.


Pedro Henrique da Paz