Poética


Sua poesia foi tragada
por todo o vento que passou,
não sendo sentido.
No momento da radiação dos pensamentos
influenciados a todo instante,

não sendo sentido.
Pois em seus sentidos estão
as angústias do não sentir.
Perde a pureza do verdadeiro eu
intrínseco no coração porém
já não tão importante
quando camuflado pela ilusão
do falso ego...


E nessa fração de tempo
num espaço onde há tanto a superar
continuamos amarrados
à cadeia de possibilidades
explorando sensações...
tornando-nos exploradores
de nós mesmo.


PH da Paz, poema antigo.

Impalpável


É muito doido o doído
eu que sinto o eu que ajo
eu que ajo o eu que
sinto
e também ao contrário
não volto, propago... e ENTUSIASMO
VERDADEIRAMETE
ao que me é dado
imanência
consigo ou não contínuo
que faz parte

se torna, o que compõe, se torna

permaneça unido
AFINADO INFINITO
apure os sentidos

Liberdade é seguir
com o que contenha
isto tudo que for
com harmonia qualquer

Destino é o ciclo
de tudo que é possível
uma relação divina
geral.


Se um.


Se microscopicar macroscopiando-se
Sê macroscopicavelmente microscopiavel
como toda boa síntese abrangente,


Sê mariposa e borboleta,
libélula negra de fogo estrela
no espaço com planetas e
átomos, redundante espiral
espiritual, cópia original.

Se sublimar de qualquer -
sê - fluxo que desce ou
sobe e respiração, palavras
que nada são. Se um.

SÊ UM...

Da raíz que vem do
centro, da semente enteógena,
da substãncia ativa que
verassifica.

Sê catarse que fica e espatifa,
se expansão, se recompõe
diferente pra frente,
sê sua missão. Cumprimento

ao dever, no direito do devir.
(Se) existo por aí.


................................................'/. pedro henrique da paz '/.

Temporaria

Coletar os sonhos que desacreditamos
para revelar o que há por trás dos panos.
A sucata intocável mantida por constituições
mercenárias... tempos passados iguais a hoje...
tecnologias hipócritas que afunilam o contingente
Vida e morte rolando nos dados e peões ignorantes
pagando o pato... Cartas na mesa e burros na cadeira
Titica na cabeça, valendo um galo, grávido de gemeos
Agora com tudo perdido vou apostar o suicidio...
Passou graças ao Pastor...
O governante do mundo tirou a decencia
do porquinho verde onde se guardavam tesouros...
Quebraram o que restou da caixa de pandora
Felicidade ainda ver estrelas na televisão
não me arrisco olhar o céu e levar um tiro,
da última vez roubaram meu relógio...
fiz um amigo na praça que me falou de destino
e livre arbítrio... mas agora ná praça há um edifício
Já perdi 3 anos da minha vida em elevadores
mas ganhei uns quilos...
Aí ouvi uma piada sobre um homem que não tinha
carro e morreu atropelado...
Já faz um tempo ou dois? O que foi determinado...
Atentei uma velha ao sair nu, esperando respostas
porque eu também esqueci de como nasci
sem lado.

.

phmedrado
da paz

Porque há vida !


Viva

que tão presente está,
na terra acolhedora e disposta,
por tantos fios a cuidar,
porque enquanto se move,
e tudo move e fecunda,
enseminar de possibilidades,
porque talento, pra que use,
tanto que ainda cedo,
no próprio agora inquieto,
baixando que manifesta,
porque é o plano que oscila,
também e só em aparencia,
guardado que se esqueçe,
porque tudo dá e não resiste.

Pedro Paz