Patchouli

Ah, sua essência
nua beleza
pura encendeia
suja alteza
mia inteira
arrepia e moleja
selvagem natureza
a nós permeia
com brilho de estrelas
e fazemos ameixa
a melhor que seja
brincando de peia
que morde e beija
o botão que deseja
o amor borboleta
o sabor sereia
que encaixa de primeira

e um no outro chega
assim pra que cresça
a força que queira
na nossa fluência
gostar da presença
trocando experiências
apoios e rasteiras
valendo a sutileza
bruta que se entrega
conseguindo proezas
amáveis encrencas
com você tê-las
sim vale a pena
aprender a cadência
juntos à transcendência
do que não são problemas
eis a permanencia
do que em nós reina.

Humus

Amostra
de mundos ao redor
estrelas a iluminar
o escuro passado que permanece
e liga
o futuro
Então num formigueiro
não sou percebido
só o desastre que provoco
para os outro mínimos
A simbióse não satisfaz
o homem
BIXO de sí possível
ao que quiser
e porque quer
acreditar na escassez
que bom é o desequilibrio
que por causa de si existe
aha
e a Religião é que tem símbolos
negros e brancos
dinheiro
dogmas
fé na ciência que corrói mas mantém vivo
a história contada antes de dormir
pra nunca mais acordar
E cá estou
estrela no formigueiro
a chuva não me pega
mas trabalho para resistir
opero no sistema perfeitamente descoordenado
chóro lágrimas incandescentes
pra que me libere
do mundo não.
LIGO.

Pedro Henrique Medrado

Madurecer

Procuro um bloco de gelo no fundo de um mar negro
que fica escondido no delírio dos olhos deste
que deixou de ser menino e ainda não sabe boiar,
Talvez não haja nada que não líquido
a permear as linhas que não definem os caminhos...
Sim, reconheço quando não é um espelho,
desfarces é o que mais vejo, enterrando
a tímida essência que se cristaliza
sem saber brilhar. A luz pode rasgar a retina
de quem não respeitar...
Borbulho por onde saem meus flúido
mas não com o nojo de quem não se tolera,
só sei que sinto que há muito subentendido
e que todos temos um defeitozinho....
Graças a Quem-Nos-Deu há esse tesouro
para caçarmos e sermos caçados
Vamos juntos acabar com o começo!
Acordar o que há mesmo!
Desembrulhar o que não é O Segredo!
Ta ali, oh, a montanha
e atrás dela, o horizonte...
E há muito verde pra não fazer cansar
junto as belezas de cada respectivo lugar
É só ir e nadar...
que logo flutuando ao todo
mergulhando até quando não conceber e abrir...
e abrir... e não ter para onde ir
que as peças foram unidas
conectadas a todos os fios
e então, isso, que é exclusivamente seu:
estado de perceber o inteiro.

Pedro Henrique da Paz